Já estavam com saudades das minhas letras envenenadas não estavam?! Confessem lá….vá lá….confessem porra!!!! Ah bom…Aqui fica uma dose dupla então:
A primeira, do maior autor deste género em Portugal…
Será – Pedro Abrunhosa…
Será que ainda me resta tempo
contigo,
ou já te levam balas de um qualquer
inimigo. (já tas a dizer que a mulher vai levar com balázios e depois admiras-te que te reste pouco tempo…)
Será que soube dar-te tudo o que
querias,
ou deixei-me morrer lento, no lento
morrer dos dias. (ou então mataste-a de aborrecimento…)
Será que fiz tudo que podia fazer, (há sempre mais coisas que podes fazer meu…tipo á uma cena com o dedo…)
ou fui mais um cobarde, não quis ver
sofrer.
Será que lá longe ainda o céu é azul,
ou já o negro cinzento confunde Norte
com Sul. (sei o que isso é, a Petrogal é lixada…)
Será que a tua pele ainda é macia,
ou é a mão que me treme, sem ardor
nem magia. (se a mão treme das duas uma: ou tens Parkinson, ou tens de dizer á sócia para fazer a depilação…)
Será que ainda te posso valer,
ou já a noite descobre a dor que
encobre o prazer. (10 euros para quem me decifrar esta…)
Será que é de febre este fogo, (é das drogas mesmo…)
este grito cruel que da lebre faz lobo.
Será que amanhã ainda existe para ti,
ou ao ver-te nos olhos te beijei e
morri. (afinal quem morre, ela ou tu?!)
Será que lá fora os carros passam
ainda,
ou estrelas caíram e qualquer sorte é
bem-vinda. (queres morrer é uma coisa, desejares que caiam meteoritos…)
Será que a cidade ainda está como
dantes
ou cantam fantasmas e bailam
gigantes. (se bailam gigantes é provável que esteja tudo destruído com os tremores de terra…se for o vira minhoto então…)
Será que o sol se põe do lado do mar,
ou a luz que me agarra é sombra de
luar.
Será que as casas cantam e as pedras
do chão,
ou calou-se a montanha, rendeu-se o
vulcão. (…não me ocorre nada mais brilhante para completar…)
Será que sabes que hoje é domingo, (se não sabe devia saber!!! A mulher está de folga e ainda tem de te ouvir?!)
ou os dias não passam, são anjos
caindo.
Será que me consegues ouvir (da maneira que estás a gritar só se for mouca!)
ou é tempo que pedes quando tentas
sorrir.
Será que sabes que te trago na voz,
que o teu mundo é o meu mundo e foi
feito por nós. (é justo…mas olha que as casas agora tão mais caras, é melhor arrendar…)
Será que te lembras da cor do olhar
quando juntos a noite não quer acabar.
Será que sentes esta mão que te agarra
que te prende com a força do mar
contra a barra. (isso tem um nome: violência doméstica!)
Será que consegues ouvir-me dizer
que te amo tanto quanto noutro dia
qualquer. (pode parecer romântico, mas ao mesmo tempo pode estar a dizer que nunca gostou de ti rapariga!!)
Eu sei que tu estarás sempre por mim
não há noite sem dia, nem dia sem fim.
Eu sei que me queres, e me amas
Também (nada convencido, dasse…)
me desejas agora como nunca
ninguém. (à porrada que já levou, ou gosta de sadomasoquismo ou sofre do Síndrome de Estocolmo…)
Não partas então, não me deixes
sozinho
Vou beijar o teu chão e chorar o
caminho.
Será? (….drogas)
Será? (…álcool)
Será? (…tempo a mais)
A resposta ninguém sabe…mas pelo menos sabemos que as relações do Pedrinho são muitos disfuncionais…e a gaja fartou-se, ligou para a assistência à vitima e fugiu…

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