Ando um bocadinho desligado dos filmes ultimamente. Não têm saído nenhuns de jeito, mas a principal razão são as séries.
Já disse isto uma vez, e vocês já se devem ter apercebido, que o fluxo (que palavra cara….mas fez-me pensar em menstruação…) dos actores está a inverter-se. Os grandes actores estão a deixar o cinema e a apostar nos TV shows…A qualidade tem vindo a aumentar (principalmente desde o começo de séries como o Lost e House), e o publico está muito mais exigente. Se a série não tiver resultados imediatos é cancelada e nem chega a meio de uma temporada, ou não vê o
contrato renovado para uma segunda época (é o caso de “Studio 60 on the sunset strip” que é transmitida no novo canal FX da Tvcabo. Dos produtores de “Os Homens do Presidente”, com actores conhecidos, um deles Matthew Perry, Chandler dos “Friends”, tem muita piada e está muito bem escrito…mas tudo isso não serve de nada se as pessoas não o virem…Já não há lugar para séries de culto para minorias, ou para experiências, ou dá ou cancela-se.
Se repararem, já não se discute nos cafés se alguém viu este ou aquele filme mas se viram o ultimo episódio de Prison Break, se mais alguém morreu na ilha de Lost ou que caso estranho deu “ontem” no House.As séries conseguem algo que os filmes nunca vão conseguir fazer, prender as pessoas ao ecrã. Podemos simpatizar com uma personagem num filme, mas não ficamos a gostar de alguém numa hora e meia, e tal como um penso rápido acaba depressa…Mas os actores que vimos durante 40 minutos todas as semanas conseguem. Se o Tom Cruise sobrevive ou não a mais uma Missão Impossível já não me diz muito, mas se o Scofield foge ou não da prisão já me moi a cabeça, e faz-me desejar que segunda-feira chegue depressa…
Como disse, ando completamente viciado, se eu dissesse quantas séries vejo actualmente ficavam assustados. E como nos dias que correm merecem mais “respeito” da minha parte do que os motion pictures, só me parece justo que elas tenham o seu cantinho aqui no blog. Vou falar-vos das séries que mais gosto (ou seja todas, se não gostasse, não as via, lol). Já devem conhecer a maior parte, senão todas, se não for o caso espero que comecem a gostar…Parece-me também obvio começar pela minha favorita (e a favorita de toda a gente que a conhece…), Prison Break.
Do criador Paul Scheuring, Prison Break é uma série de acção e aventura que conta a historia de Michael Scofield (já não há ninguém que não conheça este nome…), interpretado por Wentworth
Miller (já não há mulher que não conheça este nome…que fez aparições em outras séries como Buffy, ER e o primeiro episódio de Entre Vidas, no cinema interpretou um médico em Underworld e faz a voz de um caça em Stealth), um engenheiro civil brilhante que só tem um objectivo: provar que o seu irmão Lincoln Burrows (ainda não percebi porque têm apelidos diferentes…), interpretado por Dominic Purcell (entrou no Missão Impossivel 2, fez de vampiro em Blade 3 e participou num episódio de House), está inocente e salvá-lo da cadeira electrica nem que para isso tenha de cometer um crime que o coloque na mesma prisão do seu irmão e tenha de tatuar a planta da prisão no corpo todo…Parece complicado, e o melhor, é que é mesmo!Já não se usa séries com apenas um protagonista, ou um grupozinho deles. Prison Break é um caos organizado de historias de quase uma dúzia de personagens ao mesmo tempo. Sem que com isso se tornar confuso, pelo contrário, prende-nos ao ecrã do inicio ao fim, de semana para semana. Põe-nos nervosos durante o episódio todo sem misericordia. Enquanto que noutras séries sabemos que por muito que aconteça às estrelas da série, elas sobrevivem sempre, não é o caso de PB. Uma personagem importante pode morrer ou desaparecer de um momento para o outro (já se discute há algum tempo se, e quando, Scofield poderá morrer. Ele é a personagem principal e nem por isso está livre, desde que a sua morte faça um grande episódio…é possível! O próprio actor já se conformou com isso…).
Na primeira temporada (a melhor até agora, na minha opinião) o problema é escapar da prisão. Pode-se ver o quanto Scofield (e os seus planos) é genial. A segunda season (já com os meninos em liberdade) é a fuga do país. Mas não pensem que perde intensidade, porque há alturas em que chegamos a pensar que os desgraçados estavam melhores numa cela. Já a terceira parte da história (sem querer adiantar muito, nem estragar supresas…), é mais uma evasão de uma prisão, o problema é que esta é “gerida” pelos próprios reclusos, e se acham que isso torna as coisas mais faceis, não torna. Scofield vê-se mais uma vez forçado a puxar pelo miolo (desta vez sozinho e sem planos previamente feitos…) para fugir, o que é um bocado complicado, visto que tem problemas em se manter vivo…Esperemos que não aconteça o mesmo que em Lost, que devido ao exito da serie os produtores viram-se obrigados a esticar (começa a ser em demasia…) a história e a correrem o risco de a tornarem chata e repetitiva. Pelo que tenho visto da nova temporada, não é o caso…


Mas onde a série se torna genial, ao nível da interpretação, é nos actores secundários. Sabes que algúem está a fazer o papel de mau bem, quando tu próprio o odeias. Wade Williams e Robert Knepper (Bellick, inicialmente o guarda prisional, um caçador dos irmãos na segunda série e um pobre desgraçado actualmente, e T-Bag, um molestador e violador que muda de lado como quem…respira) são o exemplo disso. Para ser sincero são eles os “verdadeiros” actores na série. Há alturas em que queremos mais o mal deles que o bem dos irmãos…
De assinalar também Sarah Wayne (no papel da bela “namorada” de Scofield, Dr. Sara Tancredi), Amaury Nolasco (o apaixonado Sucre) e dois “luxos” com que a série conta, Peter Stormare (John Abruzzi) e William Fichtner (Agente Malone), actores que já fizeram a transição e são conhecidos pelas grandes interpretações em filmes de sucesso (curiosamente participam ambos em Armageddon).
Resumindo, se querem começar por uma série, Prison Break é fundamental, essencial, prioritaria e obrigatória…Para mim, já não segunda-feira sem Prison Break…
Deixo-vos com as fotos das quatro novas personagens da terceira série (Jody Lyn O'Keefe...que brasa!)
Saudações comuns mortais!

